Resolução do Conselho de Farmácia estimula empregos na área de pesquisa clínica

Resolução nº 509, de 29 de Julho de 2009, do Conselho Federal de Farmácia regulamenta a atuação do farmacêutico

drdagoberto

A Resolução nº 509, de 29 de Julho de 2009, do Conselho Federal de Farmácia regulamenta a atuação do farmacêutico em centros de pesquisa clínica, organizações representativas de pesquisa clínica, industrial ou outras instituições que realizem pesquisa clínica.

O Artigo 3º da Resolução aborda como atribuição privativa do farmacêutico atuante em pesquisa clínica zelar pelo cumprimento da legislação sanitária e demais legislações correlatas, orientando quanto às adequações necessárias para o cumprimento das normas relativas ao recebimento, armazenamento e dispensação de medicamentos e produtos para saúde; supervisionar e/ou definir a adequação da área física, instalações, e procedimentos do local de armazenamento e dispensação de medicamentos e produtos para saúde e atuar de maneira efetiva no armazenamento, dispensação, preparo e transporte de medicamentos e/ou produtos para saúde destinados a estudos clínicos.

Já o Artigo 5º aponta que o farmacêutico atuante em pesquisa clínica deve participar da elaboração dos documentos concernentes aos centros de pesquisa clínica e à pesquisa clínica, referentes a estudos pré–clínicos e clínicos, em conformidade com a legislação vigente, com dossiê de submissão para anuência em pesquisa clínica e para obtenção do comunicado especial para a realização de pesquisa clínica com medicamentos em território nacional; protocolo de pesquisa clínica; documentos do âmbito regulatório; termo de Consentimento Livre e Esclarecido; metodologia de pesquisa clínica.

“A Resolução 509 exarada pelo Conselho Federal Farmácia, de 29 de Julho de 2009, é um excelente estímulo para os graduados em Farmácia e Bioquímica pois ela, de maneira inequívoca, cria muitas oportunidades de emprego dentro da área de pesquisa clínica”, explica o coordenador do curso de Pesquisa Clínica do Centro de Pós–Graduação Pesquisa e Extensão Oswaldo Cruz, Prof. Dr. Dagoberto Brandão.

A realização da pesquisa clínica no Brasil

Informa o professor Dagoberto Brandão que a pesquisa clínica no Brasil é regulamentada pelo Conselho Nacional de Saúde através da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Explica que podemos identificar três componentes básicos e fundamentais na realização de um Estudo Clinico que são o investigador principal (pesquisador) o patrocinador e o sujeito da pesquisa (voluntário sadio ou paciente). A Pesquisa Clínica, pela sua complexidade ética e legal, é realizada em um centro de pesquisa que pode ser um Hospital Universitário ou uma instituição privada.

“Na Pesquisa Clínica existem alguns tipos de carreiras. No caso do profissional farmacêutico, uma carreira de destaque é a de Monitor de Pesquisa Clínica. O plano de carreira dá a oportunidade ao profissional para crescer profissionalmente dentro da mesma e lhe traz, consequentemente, uma satisfação pessoal e financeira. Essa carreira é composta de alguns níveis que exigem do profissional cada vez mais trabalho e responsabilidade mas que, por outro lado, oferece uma remuneração crescente e compensadora”, explicou o coordenador do curso da Oswaldo Cruz.

Dagoberto Brandão aponta que o monitor de pesquisa clínica é a pessoa empregada pelo patrocinador (ou CRO), responsável por determinar se um estudo está sendo conduzido de acordo com o protocolo e as obrigações éticas e legais. As responsabilidades do monitor devem incluir, mas não se limitam a, ajudar a planejar e iniciar um estudo, avaliar o andamento dos estudos e dar suporte nas análises, interpretação e extrapolação dos dados. Monitores atuam nos centros de pesquisa para checar todos os dados obtidos e que constituem a documentação do estudo. CRA é um indivíduo que supervisiona o processo e conduz o estudo clinico de forma a assegurar a integridade científica dos dados coletados, a proteção dos direitos e o bem–estar dos sujeitos de pesquisa.

Já o coordenador de pesquisa clínica é o individuo responsável por manusear a maioria das atividades administrativas de um estudo clínico. Atua como uma interface entre o investigador e o patrocinador. Revisa, documenta e informa as partes envolvidas de todos os dados e arquivos após a monitoria. O coordenador clínico é uma pessoa chave na equipe de pesquisa clinica e trabalha muito próxima ao investigador. É o participante que assegura que as visitas do estudo estão seguindo o protocolo, que o tratamento e os procedimentos estão sendo realizados apropriadamente e que os documentos do estudo estão sendo preenchidos corretamente.

Todos os medicamentos que são lançados no mercado, inclusive os genéricos, são testados de acordo com protocolos que compõem a Pesquisa Clínica, daí a importância do tema no panorama da Saúde. O curso oferecido pelas Faculdades Oswaldo Cruz está em total consonância com os critérios de excelência que devem permear esse campo da Saúde.

Publicado em: 27/8/2009 por: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.